25/02/2010

"3° Dia"

Ontem, no curso de Bhagavad-gita aprendemos a posição certa para a prática da meditação.  Descobri que o certo é não fechar os olhos, mas sim direcionado-os a ponta do nariz, entreabertos, numa posição de descanso, mas não totalmente fechados.  A dificuldade aumentaou mais ainda.

Como estava chovendo, abri bem a janela do meu quarto, pois adoro ver a chuva lavando tudo.  Deixando as ruas e calçadas limpas, até o ar fica menos poluído.   Sentei no chão do meu quarto, em posição ereta, braços ao longo das pernas e olhos entreabertos, na direção da ponta do meu nariz.  Comecei a respirar profundamente e comecei a esvaziar minha mente de tantos pensamentos .  Foi muito difícil, vários barulhos me dispersavam a concentração.  Era a buzina de um carro, o latido de um cachorro, o fechar da janela do vizinho ....  Foram 20 minutos de idas e vindas, mas o resultado final foi de maior equilíbrio emocional ao finalizar o processo.  Tenho consciência que vou alcançar a capacidade de concenntração total, e mergulhando no meu Eu divino.

2° Dia (23/02/2010)

Fiquei tres dias sem praticar, mas hoje consegui ficar mais tempo.  Como na soutras vezes, fixei meu pensamento na respiração.  Minha mente estava agitada.  Antes de iniciar o processo de meditação, tive uma notícia muito boa, que mexeu muito com o meu emocional.  Tenho certeza que a maior vitória, tem sido a  transformação do meu ser, que está ocorrendo de dentro para fora, mas uma notícia positiva dentro de tantas perdas, foi muito bom.  Mesmo com o coração palpitando de felicidade e agradecimento a Deus, iniciei a meditação.  Inúmeras inmagens invadiram minha mente, não deixando eu me concentrar.  Assim, fixei minha mente na imagem de um grande anjo de asas voando rasantemente pelo mar.  Sentia o vento bater na minha face e sorria sem parar.  No entanto, volta e meia as imagens de acontecimentos recentes tomavam a minha mente e eu as afugentava me concentrando na respiração.

Como  é difícil meditar.  Realmente é um exercício celebral, que se assemelha ao praticarmos exercício físico, que temos que começar aos poucos e não desistir.  Quando cheguei ao fim, estava mais calma, mais centrada e mais feliz!

"1° dia de prática da Meditação" (20/02/2010)

Acordei com sinusite e não fui correr.  Cabe ressaltar que treino corrida de rua três vezes na semana. Após o café, aproveitei que as crianças ainda estavam dormindo, fechei-me no quarto para iniciar minha primeira tentativa de meditar.  Tenho tentado esporaticamente, mas hoje descidi tornar isso um hábito diário.
Como, ainda, não aprendi as técnicas tenho feito da minha maneira.  Assim, sentei no chão do meu quarto, encima de um tapete, de forma que me sentisse confortável, com as costas e a cabeça eretas, com as mãos apoiadas na pernas e fechei os olhos. 

Como sou uma pessoa muito agitada, daquela que faz mil coisas, é muito difícil para mim aquietar minha mente, sendo a meditação um desafio a ser encarado e necessária para a saúde tanto da mente como da alma.

Daí passei a me concentrar na respiração, afim de controlar meus pensamentos.  Como é difícil domá-los!!.  Eu inspirava lentamente o ar, sentindo meu diagrafma dilatar-se e soltava lentamente pela boca.  Aos poucos, sentia que meu coração estava mais calmo e batia mais devagar, mas os pensamentos não deixavam minha mente se esvaziar.  Segundo os Vedas, podemos rever ações praticadas recentemente, mas não podemos fixarmm-nos nos resultados dessas ações.  Como estava difícil.  Minha alternativa, foi me imaginar dentro de uma floresta repleta de passarinhos em revoada.  Foi a alternativa que encontrei para afugentar as preocupações que insistiam em me atormentar.


Sentindo a respiração, meu corpo e minha mente começaram a se aquietar, uma sensação relaxante iniciou-se pela minha coluna subindo pelo pescoço até a cabeça e passei a sentir uma paz deliciosa.  Fiquei assim por 10 minutos.  Mas a sensação foi tão revigirante que tomou conta do meu corpo de tal forma que parecia que eu havia ficado mais tempo. 

Fiquei feliz!!!!


Sempre fui fascinada pelos mistérios que rondeiam nossa existência.  Nos anos 90 começei a estudar Astrologia e foi amor a primeira vista.  No entanto, escolhi caminhos que fizeram com que dedicasse horas livres a outras atividades, mas nunca deixei o interesse morrer.  Passaram-se 18 anos e retomei meus estudos com um astrólogo que, também,  iniciou-me no estudo do "Bhagavad-gita".  O Bhagavad-gita  consiste numa obra filosófica da Índia antiga, onde o homem dialoga com Deus, representado por Krishna.  Sempre entendi a necessidade de meditarmos para aprendermos controlar nossa mente, nos desligando das preocupações diárias da nossa sobrevivência.  Mas agora, tenho consciência que a meditação leva a algo muito mais profundo, ela é uma forma de nos conectarmos com Deus e faz com que deixamos fluir a divindade que existe em cada ser humano e que é oprimida pelo mundo das ações e seus resultados.  Somos apegados ao ego, e somente através da meditação e de exercícios diários podemos alcançar o desapego e consequentemente a felicidade plena, isto é a paz.